Maioria dos vídeos no TikTok já é feita por IA, aponta pesquisa
5 Sep, 2026
TikTok Reprodução Wikimedia Commons/Solen Feyissa O TikTok já rotulou mais de 1,3 bilhão de vídeos como conteúdo gerado por inteligência artificial, além de ter aumentado em 340% a fiscalização sobre mídias sintéticas. A medida da plataforma acompanha um cenário em que 52% dos vídeos publicados contam com algum elemento de IA, segundo levantamento da companhia de tecnologia americana Dynamoi. A tecnologia, que já domina a rotina de produção audiovisual, mudou a forma como artistas e marcas falam com o público no aplicativo. Segundo levantamento da consultoria Dynamoi, 52% dos vídeos publicados no TikTok contam com algum elemento de IA Reprodução Wikimedia Commons/Nik Kranjec Segundo Cleiton Paris, cofundador da Paris Group, venture studio especializado em inteligência artificial, os 52% incluem qualquer uso da tecnologia, desde um filtro automático até um vídeo feito do início ao fim feito por IA. O levantamento da Dynamoi, portanto, não separa os diferentes usos do sistema inteligente. Na avaliação do especialista, os vídeos totalmente sintéticos não engajam por si só e deixaram de ser novidade, sustentando que "Quando esse formato vira volume sem critério, a pessoa não se engaja". Sede do TikTok na Califórnia Reprodução Wikimedia Commons/Coolcaesar O comércio on-line é, sem sombra de dúvidas, o terreno onde a inteligência artificial mais avançou. No TikTok Shop, loja integrada ao aplicativo, algumas marcas e o próprio algoritmo abrem espaço para vídeos com influenciadores e produtos de IA, conforme apuração do site americano Business Insider. Segundo levantamento da consultoria Dynamoi, 52% dos vídeos publicados no TikTok contam com algum elemento de IA Reprodução Wikimedia Commons/dronepicr De acordo com o veículo de jornalismo digital da Califórnia, nos Estados Unidos, um criador que usa IA teria movimentado dezenas de milhares de dólares em vendas por afiliação, atingindo principalmente os perfis de venda direta e usando de roteiros repetitivos sobre promoções relâmpago. Segundo levantamento da consultoria Dynamoi, 52% dos vídeos publicados no TikTok contam com algum elemento de IA Reprodução Wikimedia Commons/RuinDig/Yuki Uchida Para a Paris Group, o caminho que gera valor é misto, com uma pessoa na câmera e a inteligência artificial na edição, formato que eleva a qualidade e abre espaço para quem se especializa. Quando se analisa o aspecto mercadológico das marcas, segundo Cleiton, o retorno maior ainda vem de vídeos simples com o dono ou representantes da empresa, reforçando que "Gera mais atenção, mais confiança. A audiência volta". TikTok Reprodução/Unsplash Questionada sobre os erro mais comuns no uso da inteligência artificial, a venture studio especializada na tecnologia indicou que o equívoco frequente da maioria é produzir vídeos só para preencher o feed da rede, reiterando que não se leva em conta a relação com o público ou o produto a ser vendido. TikTok Reprodução/Unsplash As preocupações com o uso indiscriminado da inteligência artificial crescem a cada dia. Na esfera regulatória, a União Europeia já avança em leis que exigem aviso quando um anúncio usa personagens sintéticos. Segundo as normas da rede social, o TikTok permite IA generativa desde que o conteúdo seja identificado e não distorça o produto. Por fim, a plataforma também proíbe a imitação de pessoas reais e o desrespeito a direitos autorais. Confira a íntegra da entrevista com Cleiton Paris, cofundador da Paris Group Redação do iG: O que exatamente conta como "elemento de inteligência artificial" no levantamento da Dynamoi? Um filtro de edição automático entra na mesma conta que um vídeo inteiramente gerado pela tecnologia? Redação do iG: Existe um risco de saturação? O público tende a valorizar mais o conteúdo genuinamente humano, ou a diferença entre um e outro está deixando de importar para quem assiste? Redação do iG: Na perspectiva mercadológica das marcas, qual a aplicação concreta em IAs que mais dá retorno atualmente? Redação do iG: Onde estão os erros mais comuns de quem adota IA sem critério, seja em questão de imagem ou de confiança do consumidor?