EUA têm o verão mais quente em 132 anos de registros, aponta agência climática

admin
10 Sep, 2026
Foram três meses de calor persistente, poucos dias de trégua e um recorde que não chega como surpresa. Os Estados Unidos viveram, em 2026, o verão mais quente desde que os registros meteorológicos começaram , há 132 anos, informou nesta quarta-feira, 9, a agência climática do país. O verão meteorológico, compreendido entre junho e agosto, atingiu temperatura média de 23,6oC, superando os recordes anteriores de 1936 e 2021 em 0,2oC, segundo a Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA). Os dados não incluem o Havaí nem o Alasca. Leia também: Reino Unido e Bélgica registram os verões mais quentes da história em 2026 Oceanos do mundo batem recorde de calor em junho; primeiro semestre foi o 2o mais quente da história Índia tem o mês de agosto mais quente desde 1901, quando registros começaram a ser feitos Quatro dos cinco verões mais quentes já registrados nos Estados Unidos ocorreram nos últimos cinco anos, com 2022 e 2024 ocupando, respectivamente, a quarta e a quinta posições do ranking. A tendência reflete recordes sucessivos impulsionados majoritariamente pelo aquecimento global decorrente da queima de combustíveis fósseis. A NOAA já havia informado, semanas atrás, que julho de 2026 havia sido o mês mais quente já registrado no país. “Já é hora de parar de agir surpresos com o fato de que nosso planeta, em aquecimento, segue esquentando”, disse à AFP Andrew Dessler, cientista climático da Universidade do Texas A&M. Isso está acontecendo exatamente como os cientistas previam há décadas. A pergunta interessante não é se seguiremos batendo recordes de calor, mas se faremos alguma coisa a respeito ou simplesmente ficaremos parados enquanto o trem do clima passa por cima de nós. Andrew Dessler O mês de agosto também entrou para a história: foi o mais quente desde o início das medições , em 1895, com temperatura média de 24,2oC. Na maior parte do país, os termômetros marcaram valores acima da média ou muito acima da média. Só nas planícies do norte e em áreas do meio-oeste as condições permaneceram próximas do normal, segundo a NOAA. O recorde ocorre em meio ao fenômeno El Niño , que deve ser o mais intenso em décadas e já começou a desencadear eventos climáticos extremos ao redor do mundo. A previsão é de que ele provoque temperaturas recordes em 2027, mas também pode contribuir para que 2026 se torne o ano mais quente já registrado, superando 2024. / Com informações da AFP