Gianni Infantino assegura votos para a reeleição na Fifa
11 Sep, 2026
Infantino se encaminha para mais um mandato Foto: Carl Recine/Getty Images O comando do futebol mundial atravessa uma forte reviravolta nos bastidores políticos, pois o presidente da Fifa, Gianni Infantino, acumulou apoios suficientes para garantir a permanência no cargo máximo da entidade, forçando os opositores a recalcularem os passos diante da robustez de sua base global. Embora figuras influentes avaliassem o mandato como insustentável após o fracasso de um projeto comercial milionário semanas atrás, a rede de relações construída ao longo de dez anos demonstrou forte resiliência institucional. Conforme relatado por fontes à agência “Reuters”, um dirigente sob anonimato destacou que o atual mandatário não está morto politicamente e possui alianças inquebráveis. O colapso comercial da Fifa e a fratura na Europa O desgaste político de Infantino intensificou-se quando o dirigente de 56 anos liderou uma proposta audaciosa para negociar uma fatia de 20% das competições geridas pela entidade com investidores privados, gerando forte resistência internacional que uniu Uefa, AFC e Concacaf em protestos abertos. Como o movimento de rejeição ganhou tração em federações europeias, a França decidiu retirar formalmente o apoio à recondução do presidente após deliberação unânime do comitê executivo. Contudo, enquanto o secretário-geral Mattias Grafström tentou conter a crise ao lamentar os episódios recentes, a cúpula em Rabat reforçou alinhamento total com o presidente. Aritmética eleitoral e a ausência de desafiantes Apesar do desgaste no continente europeu, a falta de um oponente viável capaz de unificar as 211 federações-membro antes do pleito enfraquece o bloco opositor, pois derrubar o atual presidente exige uma coalizão complexa que ultrapassa os 55 filiados da Uefa. Diante desse cenário adverso, nomes especulados nos bastidores optaram por recuar, a começar por Nasser Al-Khelaifi, que descartou qualquer interesse na disputa presidencial, seguido por Victor Montagliani, que sinalizou não entrar na corrida sem garantias matemáticas de vitória. Suporte sólido da Fifa na África, Oceania e Américas Enquanto a oposição tenta articular uma alternativa antes do prazo final de 18 de novembro, o atual presidente mantém lealdade ferrenha em outras regiões, a começar pela Oceania, onde Steeve Laigle garantiu que a maioria dos dirigentes caminha ao lado do mandatário até o fim. O panorama repete-se na Confederação Africana de Futebol, onde Marrocos desponta como principal aliado público, enquanto a Conmebol também preserva o alinhamento com a administração atual, garantindo que o projeto político siga firme em vários continentes. Mudança de foco para limitar os poderes de Gianni Infantino Diante das dificuldades para destronar o líder nas urnas, parte da oposição estuda mudar os objetivos estratégicos, pois representa um risco enorme ir a uma votação e não vencer, gerando intensos debates sobre a possibilidade de reestruturar a governança interna. Consequentemente, a pauta de descentralização e a eventual transferência de atribuições para um secretário-geral ganham força nos debates liderados pela Uefa, redefinindo o tom da disputa rumo ao congresso eletivo marcado para 18 de março de 2027, em Rabat.