O mundo real pede mais do que inteligência artificial

admin
20 Sep, 2026
O mundo real pede mais do que inteligência artificial Em meio a essa onda de algoritmos, bits e bytes, coloca-se como missão número um de todo educador, pai ou responsável a preparação dos futuros cidadãos Educar é tarefa que exige esforço continuado, que envolve uma série de atores e que não pode estar restrita apenas ao ambiente escolar. Ainda mais neste momento em que as novas tecnologias estão cada vez mais presentes na rotina de adultos e crianças e que a IA (Inteligência Artificial) se coloca como um tentador atalho na resolução das mais diversas atividades. Em meio a essa onda de algoritmos, bits e bytes, coloca-se como missão número um de todo educador, pai ou responsável a preparação dos futuros cidadãos, para que eles tenham condições de se desenvolver e, dessa forma, possam tirar o melhor proveito possível de todas as possibilidades oferecidas pelas ferramentas virtuais, que estão cada vez mais interligadas às tarefas cotidianas. Saber como inserir o prompt correto para cada ocasião é o primeiro passo, mas é necessário ir além. É imperativo que as escolas atuem junto com as famílias e que, complementarmente, possam criar o alicerce para o desenvolvimento da verdadeira inteligência, aquela que envolve fatores culturais, sociais e emocionais, e que se torna um diferencial na vida de cada um. No Grande ABC, números mais recentes do Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica) mostram que os municípios obtiveram em 2025 um desempenho superior às médias do Estado de São Paulo e do País. Notícia boa, mas que demanda uma análise cuidadosa e detalhada. Mais importante do que comemorar uma fotografia é compreender o filme como um todo. Saber quais foram os progressos consolidados, onde estão os gargalos e o que será necessário fazer para que as próximas gerações tenham uma escola melhor do que a atual. Nas sete cidades, a média dos anos iniciais do ensino fundamental passou de 6,5, em 2023, para 6,7, em 2025. Nos anos finais, permaneceu em 5,3. No ensino médio, avançou de 4,5 para 4,6. São resultados superiores às médias paulistas, que chegaram a 6,6, 5,2 e 4,3, respectivamente, e às nacionais, de 6,1, 5,0 e 4,3. O retrato, entretanto, não é homogêneo. Existem diferenças enormes entre os municípios, como pode ser constatado em reportagem publicada neste guia. E a leitura imediata (mas não imediatista!) é que não há uma única educação no Grande ABC. Existem sete redes municipais, uma estadual e uma série de instituições privadas. São diferentes condições socioeconômicas, estruturas escolares e trajetórias de aprendizagem. Discutir o ensino no Grande ABC é tema que move o Diário. Uma das premissas do jornal, que tem quase 70 anos de história, é mostrar o que ocorre nas escolas, além de relatar as boas iniciativas e, ao mesmo tempo, cobrar os gestores municipais, do Estado e da União, para que se empenhem na tarefa de desenvolver as práticas educacionais. Além disso, há 20 anos o Diário realiza o Desafio de Redação, concurso literário que abre as portas das universidades a moradores das sete cidades que se destacam na elaboração de textos sobre os temas propostos. Outra frente é o Fórum Regional de Reitores, criado na sede do jornal e que estimula o trabalho conjunto entre instituições de ensino superior em prol da região. LEIA MAIS: