Luzia aposta em conteúdo hiperlocal para público brasileiro

admin
25 Sep, 2026
A Luzia, assistente virtual com IA generativa , decidiu priorizar o Brasil. O país é o seu maior mercado, com 40 milhões de usuários — são 90 milhões no mundo. Por isso, a empresa, de origem espanhola, abriu no ano passado um escritório em São Paulo/SP e contratou a executiva Rafaela Goldlust como sua country manager. Como parte dessa estratégia, planeja desenvolver ferramentas de IA dentro da Luzia pensadas especialmente para o público brasileiro, como uma para treinamento para o Enem. “Queremos que a Luzia seja fácil de usar e que seja hiperlocal. É um foco nosso e parte do motivo pelo qual abrimos escritório aqui”, relata Goldlust, em conversa com o Mobile Time. Inicialmente, a Luzia chegou ao Brasil como uma assistente virtual de IA dentro do WhatsApp. Sua base cresceu rapidamente no país. Uma das razões para o sucesso foi a popularização de uma ferramenta de transcrição de áudio que oferecia dentro do app de mensageria. Mais tarde, houve um imbróglio judicial com a Meta, e a Luzia deixou o WhatsApp para focar no seu app próprio, disponível em Android e iOS . Luzia: IA simplificada Em um cenário competitivo com rivais gigantes, a estratégia da Luzia é se diferenciar pela facilidade de uso. Em vez de obrigar o usuário a redigir um prompt, ela entrega na sua primeira tela uma série de aplicações via IA conversacional, como editar ou animar uma foto, ou receber ajuda em alguma matéria da escola, como matemática. Os prompts por trás de cada uma não são exibidos. “A gente quer ser democrático. Queremos que qualquer pessoa possa interagir com uma IA”, comenta a country manager. No Brasil, conteúdo educacional é o mais procurado. A Luzia é utilizada não apenas por estudantes, mas também por professores, no auxílio da preparação das aulas. Seu público no Brasil tem média de idade entre 18 e 24 anos. Outra novidade é uma ferramenta de criação de miniapps que rodam dentro da Luzia. O usuário pode criar um jogo, por exemplo, a partir da sua descrição. A IA agêntica também começa a ser incorporada à plataforma. Já é possível programar um serviço de lembretes no celular com a assistente virtual. Para executar as ações, a Luzia combina um conjunto de LLMs, a partir de um orquestrador próprio. Modelo de negócios O serviço permanece gratuito para o usuário final, sem perspectiva de monetização por enquanto. “Não precisamos pensar nisso ainda. Nosso foco está em desenvolver o melhor produto possível para depois entendermos como monetizar. Não queremos trocar a qualidade da experiência pela monetização”, afirma. A executiva lembra que a empresa chegou a fazer um teste com publicidade, mas abandonou porque estava prejudicando a usabilidade. A companhia acumula quase US$ 50 milhões em aportes de investidores, tendo entre eles Prosus, Khosla Ventures e Monashees.