Jardim defende estilo do Flamengo e explica erros e chances perdidas
19 Oct, 2026
A estratégia de Leonardo Jardim para o Flamengo diante do Bahia resultou em futebol muito dominante. Mesmo atuando fora de casa contra um time que é o quarto com maior posse de bola do Brasileirão, conseguiu 64% de posse e 22 finalizações a 9. Ou seja, parecia que era o mandante na Fonte Nova, e não o Tricolor Baiano. Ao fim, o placar em 3 a 0 fez justiça. Mas o Rubro-Negro, apesar de tantos fatos positivos, teve pontos baixos. A defesa cometeu erros que poderiam ser fatais quando o jogo estava 0 a 0, e o ataque perdeu sete chances claras no primeiro tempo, deixando a sensação de que o problema é quase crônico. O time cria muito, mas tem uma dificuldade grande para marcar. “Pela forma que jogamos, erros vão acontecer” Sobre o primeiro tema, o treinador Leonardo Jardim disse que o estilo de jogo do Flamengo, de sair trocando a bola, é uma característica totalmente arraigada ao time, e que tentar evitar os erros dando chutão para a frente não seria uma boa ideia. Mesmo com mais dois grandes sustos. O primeiro, os erros de passe do goleiro Rossi, que terminou com Jorginho fazendo uma falta e levando amarelo, num lance muito parecido com a expulsão de Jorginho contra o Santos. E um passe errado de Samuel Lino que gerou um contra-ataque muito perigoso. O técnico defendeu a estratégia: “Da forma que nós jogamos vai haver erros. Contra o Bahia, teve aquele passe do Lino, que foi para trás sem ver. E o passe do Rossi, uma execução e decisão dele que foi errada. Mas não quero que a equipe deixe de jogar assim. Essa é a nossa forma de compreender o jogo: atacar para criar problemas para os adversários. Se começarmos a dar chutão para a frente, não vamos ter erros, mas iríamos nos descaracterizar o perfil de nossos jogadores. Não vale a pena imitar os outros, o futebol inglês, que é lançamento direto, pois os jogadores têm perfil diferente do nosso. Vamos tentar falhar menos, mas sem mudar o estilo de jogo.” Jardim e a eficácia ofensiva Em relação ao ataque, ao ser perguntado sobre o motivo da maior eficácia contra o Bahia (22 finalizações, 14 na direção do gol) contra zero chute na direção da baliza do Estudiantes no empate sem gols em Buenos Aires, Jardim foi enfático. O treinador cria situações para finalizar, mas quem define é o jogador: “Os técnicos não treinam eficácia, mas situações de gol. E os jogadores executam no momento, com a opção técnica que cada um tem. Contra o Estudiantes não conseguimos, não criamos as situações, por demérito nosso e mérito do adversário, que defendeu bem. Contra o Bahia perdemnos as chances. No segundo tempo de quatro oportunidades fizemos três gols. No premir tempo fomos dominantes mesmo enfrentando uma equipe de qualidade. Enfim, Mas o Fla nos dois periodo foram dominantes e mereceu vencer”.