Advogado é espancado após se recusar a tirar camisa de torcida do Vasco
20 Oct, 2026
A Polícia Civil do Rio de Janeiro investiga o espancamento de um torcedor do Vasco. Trata-se do advogado Rafael Vieira da Costa, de 39 anos, que foi agredido na rua Porto Alegre, em Cabo Frio, na Região dos Lagos fluminense. A vítima afirmou em depoimento que as agressões continuaram mesmo após perder a consciência e ficar sem qualquer condição de defesa no chão. Além disso, o ataque teria sido motivado pela recusa da vítima em entregar a vestimenta de uma torcida organizada ligada ao Vasco da Gama. Com isso, cerca de 15 pessoas cercaram o profissional para exigir a peça sob a justificativa de que o homem não fazia mais parte da agremiação de torcedores. Em relato formal às autoridades policiais, Rafael identificou nominalmente um dos envolvidos no episódio violento. O rapaz citado foi apontado pelo advogado como o responsável pela liderança da 20ª Família da Força Jovem Vasco na cidade. Leia também: De forma unânime, TJRJ dá razão para o Vasco e garante Maracanã Histórico de atrito e registro parcial em vídeo De fato, o desentendimento no local também envolveu menções a um antigo líder do agrupamento, amigo pessoal da vítima. O agredido informou aos investigadores que já havia discutido com o mesmo suspeito há aproximadamente dois anos. Contudo, a discussão evoluiu rapidamente para agressões físicas na via pública. Por essa razão, Rafael tentou conter o autor após levar um soco no rosto, mas acabou derrubado e golpeado repetidamente por mais integrantes. O denunciante compareceu à delegacia e entregou imagens de vídeo que mostram parte do espancamento, além de laudos médicos e fotos das lesões corporais. A vítima também forneceu o endereço do perfil da torcida na internet para ajudar na identificação dos outros dois homens envolvidos no crime. Investigação segue aberta e Força Jovem Vasco não se posiciona Por outro lado, os policiais realizam diligências para localizar os agressores não identificados no boletim de ocorrência original. Os depoimentos de testemunhas e a análise pericial dos arquivos em vídeo devem subsidiar a conclusão do inquérito policial. Assim, o caso expõe a escalada da violência interna entre membros e antigos integrantes de coletivos de arquibancada no estado do Rio de Janeiro. Dessa maneira, a polícia trabalha para esclarecer a dinâmica completa da emboscada e responsabilizar judicialmente os autores das lesões corporais. Por fim, a diretoria da Força Jovem Vasco foi procurada para prestar esclarecimentos sobre a conduta dos integrantes mencionados na denúncia, mas não enviou resposta oficial. Agora, as autoridades aguardam a conclusão dos laudos do Instituto Médico Legal para dar prosseguimento ao processo penal.