A uma vitória de ficar na elite, São Paulo não sabe como será o ano que vem

admin
21 Oct, 2026
A uma vitória de ficar na elite, São Paulo não sabe como será o ano que vem Resumo O São Paulo está a três pontos dos 45, o número mágico contra o rebaixamento. Se vencer uma vez (ou empatar três), assegura que, em 2027, vai seguir na elite do Campeonato Brasileiro. O problema é que essa é uma exceção entre as confirmações do clube para 2027. Com eleição em dezembro, as principais decisões referentes ao planejamento da temporada de 2027 vão ficar para a próxima gestão. Isso quer dizer que definições sobre o elenco, treinador e departamento de futebol só serão tomadas pelo novo presidente. A situação gera incertezas para jogadores e funcionários, que não sabem como será a continuidade de seus trabalhos. Dorival fica? Depende de $$$ Uma das principais dúvidas envolve o técnico Dorival Júnior, que tem contrato somente até o fim de 2026. "O próximo presidente não tem obrigação nenhuma de uma renovação, nem tampouco de uma continuidade. Tem que saber o que é melhor para o São Paulo", disse o próprio treinador, após a vitória sobre o Vasco, no sábado. O UOL apurou que a permanência do treinador dependerá das condições financeiras colocadas à mesa por uma eventual próxima gestão. O custo atual da comissão de Dorival é de R$ 2 milhões mensais. Existem dúvidas, também, sobre a permanência de integrantes da comissão técnica fixa e de profissionais do dia a dia do CT da Barra Funda. Renovações e reforços: próxima gestão Outro que está em situação indefinida é Rafinha, executivo de futebol. Seu vínculo vai só até o fim do ano. Com isso, o planejamento macro para a próxima temporada também é uma incógnita. Caberá a uma gestão que assume em dezembro definir a situação de jogadores com contratos perto do fim, avaliar saídas e possíveis contratações em definitivo de atletas emprestados. Tarefas que seriam de Rafinha. Entre os casos mais importantes são Lucas Moura e Rafael Tolói, ambos com contrato até dezembro e vencimentos altos, que precisarão ser avaliados para 2027. Em entrevista após vencer o Vitória no Campeonato Brasileiro, Lucas evitou cravar sua permanência no clube e admitiu a interferência da eleição presidencial são-paulina: "A gente não sabe como vai ser o futuro do clube politicamente, quem vai ser o presidente. Provavelmente isso também interfira na questão da renovação, mas o foco era eu voltar bem, recuperar dessa lesão e agora vamos ver os próximos passos e continuo fazendo meu melhor pelo clube", disse o camisa 7. O clube também precisará decidir se exercerá a opção de compra ou buscará acordos para manter os emprestados Iago, Cauly e Artur, além das renovações dos jovens Matheus Belém, Young e Felipe Preis. Naming rights e patrocinador master em aberto Além das dificuldades no planejamento do departamento de futebol, o próximo presidente do São Paulo também terá delicadas missões extracampo. A Mondelez decidiu não renovar o contrato de naming rights do MorumBIS, que termina no fim deste ano e rende cerca de R$ 25 milhões anuais aos cofres do clube. Caberá ao próximo presidente negociar um novo acordo para os direitos de nome do estádio e buscar uma empresa interessada em assumir o espaço comercial. Outra incerteza envolve a Superbet, atual patrocinadora máster do São Paulo. A medida provisória que proíbe a atuação das casas de apostas no Brasil coloca em dúvida a continuidade do vínculo e pode obrigar o clube a procurar um novo patrocinador máster para ocupar o principal espaço da camisa. Como está o clima político Até o momento, apenas um candidato oficializou sua candidatura à presidência do São Paulo. Pela oposição, Marcelo Portugal Gouvêa encabeçará a chapa, com Eduardo Alfano como vice-presidente e Fábio Mariz como candidato à presidência do Conselho Deliberativo. A chapa de situação ainda não oficializou um nome para a disputa. Internamente, o favorito é Vinicius Medeiros, integrante do grupo Legião Tricolor. O favoritismo eleitoral passa pela eleição do Conselho Deliberativo. Dentro dos 160 conselheiros vitalícios, o UOL apurou que a oposição possui maioria. Entre os 100 conselheiros eleitos, por outro lado, a situação conta atualmente com ampla vantagem. A composição desse segundo grupo mudará no fim de novembro, quando será realizada a eleição para definir os novos 100 conselheiros eleitos. A oposição planeja eleger ao menos 40 cadeiras, o que tornaria Marcelo Portugal favorito ao posto de presidente. Se a Oposição for eleita, a proposta é de uma reformulação completa dos cargos executivos e de redução nas despesas mensais do futebol. A situação, por sua vez, ainda não expôs seu planejamento para o próximo triênio. A indefinição sobre quem comandará o clube a partir de 2027 interfere diretamente nas decisões que precisam ser tomadas nas próximas semanas. Com o Brasileirão se encerrando no dia 2 de dezembro, o São Paulo terá pouco tempo entre o encerramento dos compromissos esportivos, a eleição e o início da preparação para o próximo ano. Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL.