Jenna Ortega revela diagnóstico de TOC na infância. Entenda o transtorno
22 Oct, 2026
Conhecida por interpretar Wandinha Addams na série de mesmo nome da Netflix, Jenna Ortega também convive com uma condição que faz parte de sua história desde a infância. Aos 24 anos, a atriz revelou que recebeu o diagnóstico de Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) aos sete anos e relembrou como os primeiros sinais apareciam em sua rotina. Receba as Notícias de OFuxico em seu celular Em entrevista à revista Vogue, a artista contou que, ainda criança, sentia necessidade de cumprir determinadas tarefas sempre da mesma maneira antes de ir à escola. Na época, ela ainda não compreendia o que estava acontecendo, mas hoje reconhece aqueles comportamentos como manifestações do transtorno. “Há muitas coisas diferentes passando na minha cabeça ao mesmo tempo. Eu tinha que abrir o lençol de um jeito específico, abrir a gaveta de um jeito só e pentear o cabelo devagar”, relatou. Jenna Ortega defende Winona Ryder dos paparazzi Jenna Ortega explica como o TOC afeta sua rotina Segundo Jenna, alguns comportamentos continuam presentes em sua vida adulta. Além disso, situações como cansaço, jet lag e ansiedade diante de um trabalho podem intensificar os sintomas. Nesses momentos, a atriz percebe que volta a sentir necessidade de realizar determinadas ações. Como explicou à publicação, ela acaba encarando a situação e repetindo sua rotina. Entre os exemplos que compartilhou estão repetir a expressão “se cuida” um número específico de vezes ao longo do dia, entrar no set de gravação com o pé esquerdo primeiro e prender a respiração enquanto conta até 71. Jenna Ortega critica Hollywood por ser ‘politicamente correta’: ‘Falta honestidade’ Jenna Ortega revela detalhes da nova temporada de ‘Wandinha’ Beetlejuice: Jenna Ortega e Winona Ryder estão no primeiro trailer do filme A artista contou ainda que tenta lidar com essas situações de maneira própria, chegando a tratar alguns dos comportamentos como um jogo. Ao longo dos anos, também buscou ajuda profissional, experimentou medicamentos e fez terapia, acompanhamento que ainda realiza ocasionalmente. Apesar dos desafios, Jenna encontrou na atuação uma forma de se concentrar no presente. Embora reconheça que a profissão também envolve estresse, ela explicou que o trabalho exige atenção ao momento. “Quando as câmeras estão ligadas, você precisa respirar. Esse é outro motivo pelo qual gosto do meu trabalho”, afirmou. O que é o Transtorno Obsessivo-Compulsivo? O Transtorno Obsessivo-Compulsivo, conhecido como TOC, é uma condição de saúde mental caracterizada pela presença de obsessões, compulsões ou ambas. As obsessões são pensamentos, imagens ou impulsos recorrentes e indesejados que provocam ansiedade ou desconforto. Já as compulsões são comportamentos repetitivos ou atos mentais que a pessoa sente necessidade de realizar, muitas vezes para aliviar essa angústia ou tentar impedir que algo ruim aconteça. Entre os exemplos estão verificar repetidamente se uma porta está trancada, lavar as mãos de maneira excessiva, contar ou repetir palavras mentalmente e sentir uma necessidade intensa de organizar objetos de determinada forma. No entanto, ter hábitos específicos, gostar de organização ou repetir alguma ação ocasionalmente não significa, por si só, que alguém tenha TOC. O transtorno envolve sintomas que causam sofrimento significativo, consomem tempo ou interferem na rotina e na qualidade de vida. Como é feito o tratamento? O tratamento depende das necessidades de cada pessoa e pode envolver psicoterapia, medicamentos ou a combinação das duas abordagens. A terapia cognitivo-comportamental, especialmente a técnica de exposição e prevenção de resposta, é uma das estratégias utilizadas no acompanhamento do TOC. Com orientação profissional, a pessoa aprende a lidar com os pensamentos intrusivos e a reduzir gradualmente a necessidade de realizar compulsões. O objetivo não é julgar os comportamentos, mas diminuir o sofrimento e recuperar a qualidade de vida. O relato de Jenna Ortega ajuda a mostrar que o TOC pode acompanhar alguém desde a infância e assumir diferentes formas ao longo dos anos. Além disso, reforça a importância de compreender a condição sem confundi-la com simples manias ou características de personalidade. O post Jenna Ortega revela diagnóstico de TOC na infância. Entenda o transtorno apareceu primeiro em OFuxico.