Primeiro híbrido da Chevrolet no Brasil, novo Captiva PHEV vai passar dos 1.000 km de autonomia
22 Oct, 2026
Depois de anunciar a produção do Captiva PHEV no Ceará, a Chevrolet confirmou que seu primeiro híbrido vendido no Brasil terá mais de 1.000 km de autonomia combinada. O número repete a promessa feita para a versão já oferecida na Argentina; a montagem nacional começa em novembro, mas a chegada às lojas ainda não tem data. A nova configuração muda pouco em relação ao Captiva EV vendido por aqui, mantendo a carroceria, boa parte do desenho e praticamente a mesma cabine. A diferença está no conjunto mecânico: além de carregar a bateria na tomada, o PHEV tem motor a gasolina e uma segunda portinhola para abastecer o tanque. Como é o novo Captiva Embora recupere um nome conhecido no Brasil, o Captiva atual não tem relação com o SUV vendido pela Chevrolet na década passada. O projeto nasceu na China como Wuling Starlight S, dentro da parceria SAIC-GM-Wuling, e recebeu uma dianteira própria para ser vendido com a gravatinha da marca em outros mercados. Em relação ao elétrico, o PHEV muda pouco, conservando a grade afilada inspirada no irmão maior Equinox EV, os faróis divididos e o desenho da tampa traseira e das lanternas, enquanto as duas portinholas na lateral permitem distinguir o híbrido do EV sem precisar olhar os emblemas. Os dois têm praticamente o mesmo porte, com 4,74 metros de comprimento, 1,89 m de largura e 2,80 m de entre-eixos, além de cabine para cinco pessoas. O Captiva EV vendido no Brasil oferece hoje 403 litros de porta-malas, mas não se sabe se a versão nacional do híbrido mudará isso. Caso siga a Argentina, pode ir aos 532 litros ao PHEV e 1.690 litros com o banco traseiro rebatido. Na cabine, o SUV também segue a receita do elétrico, com painel minimalista, volante de dois raios, central multimídia em destaque e console elevado entre os bancos dianteiros, e não deve mudar na questão de equipamentos, mantendo banco elétrico, teto solar, câmera de 360°, além de controle de cruzeiro adaptativo e frenagem automática de emergência. Fotos de: Motor1 Brasil A marca ainda não falou as especificações técnicas do híbrido brasileiro, mas o carro já vendido na Argentina dá uma boa dica do que esperar por aqui. Ele combina um motor 1.5 aspirado a gasolina com outro elétrico, entregando 204 cv e 31,6 kgfm de torque às rodas dianteiras por meio de uma transmissão dedicada a híbridos. A bateria LFP tem 20,5 kWh, bem menos que os 60 kWh do Captiva EV, que usa apenas um motor elétrico de 201 cv e percorre 304 km pelo Inmetro. Na Argentina, o SUV percorre até 90 km somente com eletricidade e outros 950 km no modo a combustão, ambos pelo ciclo NEDC. A bateria aceita recargas de até 3,3 kW em corrente alternada e 24,6 kW em corrente contínua, enquanto os números de consumo e autonomia homologados para o Brasil ainda não foram divulgados. Foto de: Mario Villaescusa / Motor1.com Foto de: Motor1 Brasil Tracker e Sonic também vão virar híbridos A GM pretende eletrificar praticamente toda a sua linha até 2030, mas não usará o mesmo sistema em todos os carros. Ao Motor1.com Brasil, Fábio Rua, vice-presidente da empresa na América do Sul, afirmou que o Brasil produzirá os primeiros motores híbridos flex do grupo no mundo. Entre os Chevrolet nacionais, o Tracker é o principal candidato para estrear o sistema híbrido leve de 48 volts da marca, que auxilia o motor flex em situações como as arrancadas, sem movimentar o carro sozinho ou exigir recarga na tomada. O Sonic já apareceu em testes com a tecnologia e deve vir depois, enquanto o Onix também está no caminho da eletrificação, embora sua futura configuração ainda não tenha sido detalhada. O Captiva seguirá uma receita diferente, com bateria maior e possibilidade de uso diário só com eletricidade para enfrentar híbridos plug-in como BYD Song Plus e GWM Haval H6. Seu motor 1.5 usa apenas gasolina nos mercados onde o SUV já é vendido, mas poderá ganhar uma adaptação flex mais adiante. Leia mais Chevrolet Captiva PHEV começa a ser produzido no Brasil em novembro Chevrolet Captiva EV: menos vitrine, mais uso real Flagra: Chevrolet já testa Sonic híbrido, mas não será o primeiro a chegar "Na boca do Gol", diz VP da Chevrolet sobre híbrido flex nacional