ONG abre conta no Instagram do zero e é inundada com conteúdo pró-Flávio

admin
22 Oct, 2026
ONG abre conta no Instagram do zero e é inundada com conteúdo pró-Flávio Resumo No dia 14 de outubro, pesquisadores na cidade de São Paulo abriram uma conta no Instagram do zero. Usaram um email e um número de telefone que não tinham tido nenhuma relação com nenhuma das plataformas da Meta até então (Instagram, Facebook e WhatsApp). Definiram o perfil como de uma pessoa de 30 anos sem gênero informado e mais nada. Dentro do Instagram, seguiram a conta oficial de Lula e a de seu partido, o PT, e de Flávio Bolsonaro e seu partido, PL, e mais nada. O Instagram inundou o novo perfil de bolsonarismo. A pesquisa foi feita pela Eko, uma organização da sociedade civil baseada na Inglaterra dedicada a monitorar big techs. O experimento foi todo registrado com prints e vídeos da tela. Os pesquisadores mostraram interesse idêntico em ambos os candidatos. Além de seguir as páginas oficiais, percorreram brevemente os principais posts e stories de cada um. Dos primeiros 50 posts que apareceram, 92% tinham teor político, 74% simpáticos a Bolsonaro e à direita e 18% favoráveis a Lula e à esquerda. Para a Eko, "é uma evidência flagrante de viés de direita no sistema de recomendação do Instagram". Em média, os posts simpáticos a Lula tiveram desempenho melhor em critérios de engajamento: 398K curtidas, 64K comentários e 108K compartilhamentos cada — mais do que o dobro de curtidas dos posts de direita, mais de sete vezes mais comentários e nove vezes os compartilhamentos. Durante a navegação, dois dos cinco perfis recomendados eram de direita: Frei Gilson e deputado Nikolas Ferreira (PL-MG). Depois de rolar os 30 primeiros posts no feed e voltar à página inicial, o Instagram sugeriu mais cinco perfis, dois dos quais eram o do ex-deputado Eduardo Bolsonaro e do deputado eleito Lucas Pavanato, ambos do PL. Os pesquisadores não conseguiram encontrar o perfil de Lula com palavras aproximadas, apenas com o termo exato @lulaoficial. Em contraste, o perfil de Flávio apareceu imediatamente depois de os pesquisadores digitarem "Bolsonaro". A reportagem procurou a assessoria da Meta e atualizará o texto com a resposta. Em momento anterior, quando questionada sobre partidarismo e viés na eleição, a Meta negou ter lado. "A Meta não toma partido nesta nem em nenhuma outra eleição. Alegações de que favorecemos qualquer uma das campanhas na disputa presidencial no Brasil não têm fundamento. Continuaremos a aplicar nossas regras, cumprindo a legislação eleitoral brasileira e corrigindo erros quando ocorrerem", afirmou a empresa em nota. Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL.